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Chinchila - milagre e sobrevivência

A história das chinchilas é tão antiga como a do homem sobre a terra. Há milhões de anos, quando as montanhas dos Andes na América so Sul estavam cobertas com folhagem luxuriante, tropical, a tímida e inocente chinchila era já uma das criaturas pré-históricas que vagueavam pelo planeta...




Com o passar dos séculos mudou o clima da região montanhosa. A folhagem tropical desapareceu e deu lugar ao gelo e ao deserto. A chinchila, num verdadeiro milagre de sobrevivência, adaptou-se ao novo ambiente.
Cerca de 900 anos d.C., as chinchilas foram descobertas por uma tribo de nativos americanos chamados Chinchas (daí o nome chinchila), que usavam a sua pele para se proteger do frio.
O que tem de curioso a história deste animal é que ele chegou a ser trocado por pedras preciosas e minerais, devido à beleza rara da sua pele. Por isso ganhou a reputação de ser um dos animais mais bonitos e valiosos do mundo.

Em Estado selvagem vivem em grupos de cerca de 100 elementos. A chinchila é um roedor originário da cordilheira dos Andes (Argentina, Bolívia, Chile e Peru).
Quando os Incas dominaram os Chinchas, proibiram-nos de utilizar as peles de chinchila, passando estas a ser usadas apenas pelos membros da realeza Inca, como símbolo de superioridade e poder.

A Chinchila só começou a ser conhecida na Europa por volta de 1524, quando os espanhóis tiveram oportunidade de observar a beleza e a utilidade das peles. A rainha de Espanha, Isabel, muito as admirou e contribuiu para a sua divulgação no resto do mundo.
A partir de então verificou-se uma grande procura da pele de chinchila. Por isso se deu início a uma grande caçada a estes preciosos animais, que quase as levou à extinção. Em 1910 os governos da Argentina, Bolívia, Chile e Peru proibiram a caça destes animais devido ao alarmante quadro de extermínio. Em 1984, declarava-se como «Reserva Nacional Las Chinchilas» uma região da Cordilheira do Andes, perto de Aucó, no Chile, o único lugar hoje onde ainda existem colónias de chinchilas lanígeras selvagens.
As primeiras experiências com reproduções de chinchilas em cativeiro foram publicadas por Frederico Albert no ano 1900.
No entanto, o primeiro a lograr êxito na reprodução destes animais foi o engenheiro americano Mathias Chapman. Ao adquirir um destes roedores, em 1922, ficou fascinado com as suas características tão especiais e conseguiu autorização para levar 11 chinchilas lanígeras para a Califórnia, nos Estados Unidos. Foi Mathias Chapman que salvou esta espécie da extinção, pois 95% das chinchilas que existem em todo o mundo são descendentes das 11 que este homem conseguiu transportar para os Estados Unidos.

Graças a Chapman, hoje conhecemos este encantador roedor como animal de companhia. O êxito da sua adopção doméstica tem sido tanto que se tem expandido rapidamente por todo o mundo.
As chinchilas são os bichos com o pêlo mais fofo de entre todas as espécies do reino animal (maior quantidade de pêlos por cm3). De todos os animais procurados pela qualidade da sua pele, este é o que possui a pelagem mais suave e fina, cerca de 20 vezes mais que o cabelo do homem.

Como animal doméstico, é perfeito face às sua características especiais. As chinchilas adaptam-se a quase todos os ambientes, são excelente companhia, reunindo muitas vantagens: são brincalhonas, não emitem odores, fazem pouco ruído, ocupam pouco espaço e comem muito pouco, podendo ser deixada sozinhas durante um fim-de-semana sem qualquer problema.
Sendo animais nocturnos, dormem durante a maior parte do dia e estão despertas à noite. São inteligentes e muitas vezes adaptam os seus períodos de descanso à rotina dos seus donos. Quando estes estão fora elas dormem, quando chegam despertam e esperam que lhes dêem atenção. Adoram correr, saltar e brincar e criam uma boa relação com pessoas de todas as idades.
Como animal de estimação, a chinchila é muito receptiva, dócil e sociável. Reconhece os seus donos, ficando animada e saltitante quando estes se aproximam. Por isso, e atendendo à sua dedicação e doçura, há já quem lhe chame «cão do século XXI».

Cuidados a ter com o animal mais fofo do mundo:

* Não deita odores * Temperaturas acima dos 30 graus são-lhe fatais * Não devem apanhar sol * O banho diário de areia á essencial para um pelo estimado * Nunca molhe a sua chinchila *Procure manter uma rotina na alimentação e na brincadeira * Dê atenção à sua chinchila. No início são ariscas, mas com tempo obterá resultados surpreendentes * Uma chinchila pode viver mais de 15 anos * Quanto mais espaço lhe der, mais feliz será! * Alimentam-se à base de granulado e de feno * Guloseimas em demasia pode ser-lhes fatal, como excesso de passas de uva, quiwi ou frutas com acidez * Evite incomodá-las de dia. Ao fim da tarde a chinchila estará pronta para correr e brincar, pedindo mimos e trocando carinhos com seu dono, a quem irá dedicar inteiramente o seu pequeno e inocente coração. E esse aquece muito mais o ambiente do seu lar do que qualquer pele a partir do sacrifício de um animal cujo único pecado é ser demasiado... fofo!




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